Ainda não será em 12 de abril que o aeroporto Dix-sept Rosado, em Mossoró, contará novamente com voos comerciais. A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) encontrou problemas no aeroporto que colocam em risco a segurança dos voos e não aprovou o início das operações da Azul Linhas Aéreas Brasileiras anunciado para a próxima quarta-feira (12).

A assessoria de imprensa da Anac informou à reportagem do JORNAL DE FATO que em inspeção in loco, realizada pela área de infraestrutura da Agência, no período de 30 de janeiro a 1° de fevereiro de 2017, foram identificadas não-conformidades relacionadas à Segurança da Aviação Contra Atos de Interferência Ilícita (AVSEC), contidas no Regulamento Brasileiro de Aviação Civil (RBAC) nº 107,  dentre outros atos normativos correlatos.

A assessoria de imprensa acrescentou que, além das não-conformidades, o aeródromo de Mossoró não possui representante cadastrado junto à Anac no sistema eletrônico de solicitação de horário de voos (Hotran). “Desta forma, não é possível que as informações a serem prestadas pelo operador do aeroporto, por exigência da Portaria ANAC N° 276/SIA, de 29 de janeiro de 2013, sejam inseridas no sistema”, explica.

Diante da não aprovação dos voos entre Mossoró e Recife/PE pela Anac, a Azul informou à reportagem do JORNAL DE FATO que “postergou” o início das operações em Mossoró para 12 de junho de 2017.

De acordo com informações do Blog do César Santos, uma equipe técnica do Departamento de Estradas de Rodagem do Rio Grande do Norte (DER/RN) esteve fazendo nesta sexta-feira (7) um levantamento nas “cabeceiras” do Aeroporto Dix-sept Rosado.

De acordo com o Blog, o trabalho tem o objetivo de verificar os obstáculos que existem na área e foi realizado na “cabeceira sul”, que compreende o bairro Carnaubal, onde existem várias residências construídas, inclusive, com “sobradinho”; e na “cabeceira norte”, que fica do lado da Rua Felipe Camarão, que não opera voos por instrumentos – só visual diurno – devido a obstáculos no seu cone de aproximação (edifícios residências, prédios, entre outros).

O Blog afirma que o diagnóstico em elaboração é imprescindível para que a Anac decida sobre a autorização de voos comerciais. “É provável que a Anac determine a remoção de obstáculos pendentes, principalmente as casas localizadas bem próximo da “cabeceira sul” da pista de pouso e decolagem”, observa o Blog.

A reportagem tentou falar com o DER, mas foi informada que o órgão não conta mais com assessoria de imprensa e que as pessoas que poderiam falar sobre o aeroporto já haviam ido embora e só retornariam na segunda-feira (10).

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