Mais uma terceirizada da Petrobras em crise

Mais uma empresa terceirizada da Petrobras enfrenta uma crise financeira e não consegue cumprir com todos os seus deveres com os trabalhadores.

Paralisação de advertência realizada na manhã desta terça-feira, 11, em frente à base da Petrobras em Mossoró denunciou o atraso no pagamento de horas extras e na distribuição do vale refeição do mês de maio pela empresa Sertel.

O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Mossoró (SindMetal), Marcos Paulo, relatou que há pelo menos três meses a Sertel enfrenta dificuldades para cumprir os seus compromissos financeiros.

O sindicalista explicou que o primeiro sinal de crise da empresa foi notado quando a forma de pagamento dos trabalhadores foi modificada. “Antes era feito um adiantamento quinzenal no dia 20 correspondente a 40% do salário do mês, mas a empresa modificou e passou a pagar os vencimentos dos trabalhadores em única vez, até o quinto dia útil do mês subsequente ao trabalhado”, contou.

O pior venho com o atraso no repasse do vale refeição no valor de R$ 350,00 e das horas extras trabalhadas. “Essa situação gerou revolta entre os trabalhadores, que já vinham realizando paralisações internas e agora resolveram vir pra rua”, observou Marcos Paulo.

O sindicalista informou que teve um contato com o diretor da Sertel durante a tarde e como não houve qualquer sinal para o pagamento, a paralisação está mantida para hoje. “O gerente disse que estava aguardando uma resposta da direção da empresa na Bahia”, acrescentou Marcos Paulo.

Ainda, segundo o sindicalista, a Petrobras bloqueou entrada dos funcionários da Sertel na sua base em Mossoró até que o problema seja resolvido.

A reportagem entrou em contato com a direção da Sertel, que informou que, no momento, não ia se pronunciar sobre o assunto.

A crise na Sertel é apenas mais uma de uma série que vem se repetindo nos últimos anos, especialmente do ano passado para cá.

Empresas como Norserg e a Tenace foram embora de Mossoró, deixando pra trás muitas dívidas com fornecedores e, principalmente, trabalhadores.

Os funcionários da Norserg, por exemplo, tentam, na Justiça, receber os seus direitos.

A Petrobras informou que não ia se posicionar sobre o assunto.

Nota – Devemos lembrar-nos da zoeira danada que foi feita em torno da crise de investimentos da Petrobras no Rio Grande do Norte, com direito a muito ‘espetáculo’ do presidente da Câmara dos Deputados, muitos outros políticos e uma foto em que se comemorou o fim da crise com a promessa de novos investimentos. Tudo não passou de encenação, mais uma da classe política.

sertel

 

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